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Farol de Santa Marta (2 sítios)
Um sítio na ponta norte do morro, junto à praia, constituído
atualmente por 8 séries de linhas paralelas, estando 7 séries
na mesma rocha suporte. São ao todo 50 linhas gravadas que estão
no chão, em cima de um lajedo de granito rosa.
Outro na Ponta do Ilhote e é constituído por 3 sítios.
Entre as sinalações, existem marcas de pisadas ou pegadas
humanas de diversos tamanhos e outras figuras diferentes de tudo que já
foi visto até aqui.
As sinalações consistem de linhas retas, paralelas ou não,
de tamanhos variados, em números que vão desde uma simples
linha solitária até várias, não formando aparentemente
nenhuma figura, como se fosse apenas para marcar ou individualizar o local.
Com uma exceção: uma vulva perfeita, gravada no diabásio,
com 20 cm de comprimento e que está junto aos amoladores da oficina
lítica do costão.
As marcas de pisadas ou pegadas humanas existem em grande quantidade,
com tamanhos que variam de 10 cm até mais de 1 metro. As maiores
se parecem com nadadeiras ou pés de pato. As outras, diferentes
das pisadas, não se apresentam com formas definidas, mas a profundidade
do gravado é bem maior, em alguns casos superior a 3cm.
Nesta região existiam os maiores sambaquis do mundo, o que nos
leva a supor que a ponta do Ilhote, devido ao número elevado de
sinalações e variadas marcas gravadas, deveria ser um local
sagrado ou de culto para esse povo. Neste sítio existe uma espécie
de trono esculpido na rocha, no ponto mais alto e virado para o pôr-do-sol.
Outro fator importante é o elevado número de monumentos
rochosos, naturais ou não, que estão esparramados pelas
praias e morros do município.
Foram identificadas rochas com cúpulas em 2 locais diferentes. Uma gravura no formato de disco solar, bem conservada, perto de um monumento rochoso que marca o solstício de verão. O disco solar também foi encontrado na Ponta do Gravatá (Florianópolis) e em Tubarão, no Parque Ecológico Itagres. A rocha que sinaliza o solstício foi marcada com um triângulo com o vértice para cima, indicando o nascer do sol. Numa rocha em Tubarão, o triângulo está com o vértice para baixo, indicando o pôr-do-sol. |
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