Foram
visitadas recentemente, com o apoio da Bradshaw Foundation, 23 ilhas no
interior da baía, região nunca antes pesquisada e sem registro
da existência de sítios arqueológicos, por parte do
IPHAN, nas ilhas do município de São Francisco do Sul. A
única exceção é a Ilha do Linguado, situada
dentro do canal do mesmo nome, e muito ao sul da baía. Nas 23 ilhas pesquisadas foram registrados 75 sítios arqueológicos, sendo 35 de arte rupestre. Por causa da grande destruição com o corte das pedras ocorrido durante o século passado em volta das ilhas, poucas pedras restaram inteiras. E mesmo as que restaram, sofreram com a forte erosão da superfície das rochas, que se descascam como se fossem uma cebola. Por isso, foi surpreendente o achado de 35 sítios de arte rupestre, levando-nos a supor que tais ilhas foram habitadas de cerca de 5.000 AP até cerca de 2.500 AP. Portanto, durante mais de 2.000 anos, restando muitas marcas de sua presença, sendo impossível remover todos os testemunhos da pré-história, como os sambaquis, arte rupestre, estações líticas e abrigos sob-rocha. A arte rupestre que restou é do estilo primitivo, sendo 90% constituído por cúpulas, que aparecem em quantidades, tamanhos e formas variadas. Uma das ilhas apresenta uma cúpula no granito com um retângulo negro interno e um círculo em volta. Em outra ilha, pequenas cúpulas estão alinhadas e algumas estão dentro de reentrâncias escavadas na rocha, lembrando um rosto. Existem marcas de pisadas e outras marcas, feitas na superfície clara do granito até encontrar a parte negra interna da rocha, formando contraste. E a ocorrência em uma ilha de 2 sinalações com retângulos, sendo uma com os retângulos dentro de um círculo. E em outra ilha, uma rocha com linhas paralelas. |
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